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Quanto a comissão das plataformas custa em um ano?
O Airbnb está passando todos os anfitriões para a taxa única, em que a taxa de serviço inteira sai do pagamento do anfitrião. Para imóvel no Brasil, ela é de 16%. A taxa dividida, em que o anfitrião no Brasil paga 4% e o hóspede paga de 14,1% a 16,5% do subtotal, está sendo descontinuada.
Na Booking.com, a comissão é uma porcentagem do valor total da reserva, com limpeza e outras taxas que você cobra, e entra depois do check-out. O percentual exato depende do país, do tipo de propriedade e do contrato, e programas de visibilidade, como o Preferencial, somam mais um pedaço.
Exemplo com número redondo: um imóvel que fatura R$ 100 mil por ano pelo Airbnb, na taxa de 16%, deixa R$ 16 mil com a plataforma. Se um quarto desse faturamento viesse por reserva direta, R$ 4 mil ficariam com você, antes de descontar o que o canal próprio custa. A conta que importa é quanto sobra por reserva em cada caminho.
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O que muda quando o hóspede chega pelo Google?
Quem digita “casa de praia na Caponga para 20 pessoas” já escolheu o destino e sabe quantos são. Se o seu site aparece nessa busca e responde o que ele quer saber, falta só ele perguntar a data no WhatsApp.
Na conversa direta, não tem taxa de serviço no meio, e você conhece o hóspede antes de fechar. Você decide o que fazer com essa diferença: ficar com ela, oferecer uma condição ao hóspede ou um pouco de cada. Antes de anunciar um preço diferente no seu site, leia o que o contrato de cada plataforma diz sobre preço em outros canais.
Esse hóspede também pode chegar por uma I.A. O Google diz que não há requisito extra para aparecer nas Visões gerais criadas por IA e no Modo IA, e que valem as práticas da busca comum, como deixar o conteúdo importante escrito em texto.
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O Perfil da Empresa no Google também entra?
Entra. É o perfil que aparece no Google Maps e na busca, com fotos, nota e avaliações, quando alguém procura hospedagem na região. Cuidamos da categoria, das fotos, da descrição e das respostas às avaliações.
O Google diz que mais avaliações e notas positivas melhoram a classificação local, que não dá para pagar por posição melhor e que é proibido oferecer desconto ou pagamento em troca de avaliação. Por isso, montamos um jeito simples de o hóspede avaliar na saída.
Administradora registrada com site de reserva direta tem mais um caminho: a área de aluguel por temporada do Google, que funciona por parceiros de conectividade e não cobra pelos links de reserva.
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O que o painel mostra?
Cada clique no botão do WhatsApp fica registrado com a origem: busca no Google, anúncio, Instagram ou biolink. Assim você para de adivinhar de onde veio cada hóspede.
O painel junta o caminho inteiro: quantas vezes o site apareceu no Google, quantas pessoas entraram, quantas chamaram no WhatsApp e quantas reservaram. Os dois primeiros números vêm do Search Console, o terceiro vem do rastreamento, e a reserva é você quem confirma.
Com o custo de cada canal ao lado, dá para comparar a reserva direta com a da plataforma e decidir onde colocar o próximo real. Desenhamos esse painel para a Casa Bem-te-vi, e foi ali que essa linha de trabalho nasceu.
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Preciso sair do Airbnb e do Booking?
Não precisa. As plataformas trazem hóspede que nunca ouviu falar do seu imóvel, e esse alcance é o que a comissão paga. A ideia é ter um segundo caminho, para quem procura no Google e para as datas que a plataforma não preenche.
Só não dá para misturar os canais. A política do Airbnb proíbe levar para fora uma reserva feita lá, receber pagamento fora da plataforma e pedir o contato do hóspede antes da confirmação. Por isso, o canal próprio é para o hóspede que chega pelo Google, pelo anúncio, pelo Instagram ou por indicação.
Com o imóvel em mais de um canal, o calendário precisa estar igual em todos. Na Booking.com, reserva dupla em regra gera comissão, e a plataforma pede que você cubra os custos de realocar o hóspede.
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Quantos brasileiros ficam em imóvel por temporada?
Na PNAD Contínua Turismo 2024, do IBGE, o imóvel por temporada ou por aplicativo de internet foi o principal local de hospedagem em 5,2% das viagens dos brasileiros. Em 2020, eram 4,7%, e a pousada ficou com 5,9% em 2024.
A procura sobe com a renda: nas famílias com 4 ou mais salários mínimos por pessoa, a parcela chega a 8,1%. E sol e praia foi o motivo de 44,6% das viagens de lazer, a maior fatia entre os tipos de lazer.